Se você tem uma loja online, provavelmente já ouviu falar em “IA agentic” — mas talvez ainda não tenha percebido o tamanho do impacto que isso vai ter no seu negócio nos próximos anos. Um estudo recente da IDC, patrocinado pela WooCommerce, traz dados que ajudam a entender por que esse é um assunto que todo lojista precisa acompanhar de perto.
Vou resumir aqui os principais pontos, com base no material publicado pela WooCommerce (o post original, em inglês, você encontra aqui, e todo o crédito pelos dados e pela pesquisa é da IDC e da WooCommerce).
Por que isso importa agora
Duas mudanças estão acontecendo ao mesmo tempo no mercado. De um lado, a IA agentic: sistemas que não apenas respondem perguntas, mas agem em nome do comprador — comparando produtos, aplicando cupons e até finalizando a compra sozinhos. De outro, um movimento crescente das marcas em direção a plataformas open-source, buscando mais controle sobre seus dados, sua operação e o ritmo de suas próprias atualizações.
Segundo a pesquisa, boa parte das plataformas de e-commerce hoje simplesmente não foi pensada para nenhum desses dois cenários — e isso já está gerando atrito para quem depende de plataformas fechadas.
Alguns números que chamam atenção
- Estima-se que os investimentos globais em IA cheguem a US$ 632 bilhões até 2028.
- A expectativa é de que 45% das organizações estejam orquestrando agentes de IA em escala até 2030.
- 65% dos líderes digitais já apontam a rigidez de plataformas legadas como uma das principais barreiras para escalar IA no comércio.

As quatro tendências que a IDC destaca

1. Liberdade contra travas contratuais. Enquanto a IA evolui praticamente toda semana, a maioria dos roadmaps de SaaS avança por trimestre. Quem está em plataformas abertas consegue incorporar novidades — novos modelos de IA, formas de pagamento, protocolos de agentes — assim que elas surgem. Quem está preso a um contrato fechado, precisa esperar a próxima atualização (ou pagar mais caro por ela).
2. Dois públicos para conquistar ao mesmo tempo. O próximo cliente da sua loja pode não ser humano. Cada vez mais, agentes de IA vão pesquisar produtos, comparar preços e até recomendar marcas em nome dos consumidores. Isso significa que uma marca precisa, simultaneamente, encantar pessoas (com conteúdo, comunidade, identidade visual) e ser “legível” para máquinas (com catálogos estruturados e dados confiáveis).
3. Dados como nova vitrine. Se antes a experiência visual da loja era o principal fator de conversão, agora a qualidade e a estrutura dos dados do catálogo passam a ser tão importantes quanto. Um agente de IA só recomenda marcas que ele consegue “entender” e verificar tecnicamente.
4. Fim dos sistemas isolados. A tendência é que comércio, marketing, atendimento e operação deixem de ser ferramentas separadas e passem a funcionar como uma coisa só, integrada por IA. Isso reduz retrabalho manual, evita perda de margem entre sistemas desconectados e dá mais velocidade para o lojista.
O que fazer com essas informações
A partir da análise, três movimentos são sugeridos para quem está avaliando ou revisando sua plataforma de e-commerce:
- Avaliar com clareza quanto a plataforma atual cobra por cada real de faturamento e quanto custaria migrar dela no futuro.
- Investir tanto na experiência para humanos quanto na estruturação de dados para agentes de IA — as duas coisas são, cada vez mais, a mesma tarefa.
- Buscar uma plataforma que funcione como uma base única para toda a operação, e não como um conjunto de ferramentas coladas com esparadrapo.
Este post é um resumo e análise em português com base no estudo da IDC divulgado pela WooCommerce. Para ler o material original na íntegra, com todos os gráficos e a pesquisa completa, acesse o artigo da WooCommerce.
